A biblioteca de sementes em Parelheiros reúne cerca de 145 espécies para apoiar o cultivo de alimentos e fortalecer hortas comunitárias. Segundo a Prefeitura de São Paulo, o espaço também incentiva o compartilhamento de sementes na região.
Inaugurada em abril de 2024, a unidade surgiu para atender moradores de Parelheiros e Marsilac que tinham dificuldade para encontrar sementes orgânicas. O acervo inclui variedades de milho, feijão e abóbora.
Instalada no Parque Nascentes do Ribeirão Colônia, no extremo sul da capital, a biblioteca atende moradores e pequenos agricultores. Mais de 100 pessoas estão cadastradas para retirar sementes e cultivá-las em seus territórios.

A iniciativa reúne conservação de sementes, orientação para o plantio e apoio a projetos comunitários. Entre os exemplos citados está a Casa da Planta, desenvolvida por uma moradora do Jardim Herplin.
Acervo, cadastro e funcionamento da biblioteca
Antes de chegar às mãos dos moradores, as sementes disponíveis passam por seleção e tratamento, segundo a Prefeitura de São Paulo. A retirada segue um sistema de troca: cada pessoa deve devolver pelo menos 20% a mais do que recebeu, ajudando a manter o acervo disponível para outros agricultores.
O cadastro para retirar sementes é feito presencialmente na biblioteca. No local, os interessados também podem receber informações para começar ou aprimorar o cultivo em seus territórios.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, mas os horários variam conforme a visita seja agendada ou não. Com agendamento, a unidade funciona das 8h às 17h; sem agendamento, das 8h às 12h.
O endereço é Estrada do Colônia, 2.500, Jardim Novo Parelheiros, no Parque Nascentes do Ribeirão Colônia. A biblioteca informa o telefone (11) 95220-0100 para contato.
Orientação técnica e apoio às hortas comunitárias
Além da retirada, os participantes recebem orientações sobre técnicas de plantio, escolha das espécies e períodos adequados para o cultivo. Esse acompanhamento ajuda moradores e agricultores a planejar o uso das sementes recebidas.
Na Casa da Planta, projeto desenvolvido por Damiana Roselaine Macedo da Silva, moradora do Jardim Herplin, as sementes retiradas na unidade e o acompanhamento técnico do programa Sampa+Rural permitiram ampliar a variedade de alimentos cultivados. A horta fornece cestas orgânicas para comercialização e também produtos destinados à doação para famílias de baixa renda.
O gestor da biblioteca, Bruno Rocha da Silva, associa o espaço à preservação das sementes e ao incentivo à alimentação saudável. Agricultores, moradores e indígenas também contribuem com doações, que ampliam a diversidade do acervo e a circulação de espécies na região.


