A greve da Transwolff afetou 67 linhas de ônibus na zona sul de São Paulo em 19 de outubro de 2026. Segundo a Prefeitura de São Paulo, a paralisação atingiu 267 mil passageiros.
Os motoristas protestaram contra atrasos nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e pediram esclarecimentos sobre direitos trabalhistas. No começo da manhã, houve manifestação em frente à garagem da empresa em Parelheiros.
A paralisação atingiu um dos dois lotes da operação da Transwolff na capital paulista, enquanto o lote D11 manteve o serviço normal. A mobilização ocorreu na manhã de 19 de outubro.

A Prefeitura de São Paulo e o sindicato dos trabalhadores apresentaram posições sobre a paralisação, e o serviço emergencial Paese foi acionado para parte das linhas. A operação dos lotes D10 e D11 está sob gestão da SPTrans após a caducidade do contrato com a antiga empresa.
Motivos da greve e impacto na operação dos ônibus
Para cobrir parte das linhas afetadas pela greve da Transwolff, o serviço Paese foi acionado para atender 37 das 67 linhas. A operação emergencial alcançou, assim, mais da metade dos itinerários atingidos pela paralisação.
A Prefeitura de São Paulo também pediu reforço policial para as duas garagens dos lotes envolvidos. A solicitação foi feita durante a interrupção do serviço de ônibus.
Na manifestação, os motoristas exibiram uma faixa com a frase “chega de silêncio”. O protesto foi relacionado às cobranças por esclarecimentos sobre direitos trabalhistas e pelos depósitos do FGTS.
Respostas da Prefeitura, da SPTrans e do sindicato
A prefeitura classificou a paralisação como ilegal por não ter recebido aviso prévio de 72 horas. Segundo a administração municipal, esse prazo deve ser respeitado em interrupções de serviços essenciais, como o transporte coletivo.
A gestão municipal afirmou que os salários e benefícios dos funcionários estão em dia. Informou também que os depósitos de INSS e FGTS são feitos integralmente em juízo, enquanto se aguarda uma decisão judicial.
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) declarou que não foi informado sobre a paralisação. Em nota, a entidade criticou ações que contrariem ou prejudiquem os direitos e interesses da categoria e reafirmou o compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores.
A prefeitura informou que concluiu a licitação para contratar a empresa responsável por retirar os adesivos da Transwolff dos ônibus. A mudança na identificação dos veículos estava prevista para começar nos dias seguintes à divulgação da informação.


